O que é diabetes?

O diabetes mellitus é uma desordem metabólica que impede o nosso corpo de utilizar e armazenar corretamente a glicose como fonte de energia.

 

Quando comemos, os carboidratos  provenientes das frutas, vegetais, pães, massas, derivados do leite, doces são transformados em glicose. A glicose é transportada para as células de nosso corpo, através da corrente sanguínea.

 

Assim que nosso corpo detecta a glicose no sangue (principlamente durante um lanche ou refeição) um órgão, chamado pâncreas, libera uma quantidade adequada de um hormônio chamado insulina, que faz com que seja possível o transporte e entrada da glicose em nossas células e sua utilização como fonte de energia.

 

O diabetes surge quando o pâncreas não produz insulina ou se produz, ela não é utilizada  adequadamente pelo corpo.

 

Os 3 tipos mais comuns de diabetes são:

 

Diabetes Tipo 1 (DM1) : o pâncreas não produz insulina, por isso, a pessoa deve aplicar insulina através de injeções diárias ou através de uma bomba de insulina. O DM1 aparece com maior frequência em crianças e adultos jovens e representa aproximadamente 10% dos casos de diabetes.

 

Diabetes Tipo 2 (DM2) : é causado pela incapacidade do corpo em produzir insulina na quantidade suficiente ou de usá-la adequadamente. O DM2 é a forma mais comum de diabetes, representando 90 a 95% dos casos e é mais frequente em adultos com mais de 40 anos. A maioria dos portadores deste tipo de diabetes apresenta sobrepeso ou obesidade, tem histórico familiar de DM2 e/ou de diabetes gestacional. O uso de insulina  pode ser necessário para obtenção de um controle metabólico adequado.

 

Diabetes gestacional:  aparece exclusivamente durante a gravidez e o uso de insulina é necessário. Assim como o DM2, o diabetes gestacional é um distúrbio metabólico causado pela incapacidade do corpo produzir insulina suficiente, ou de utilizá-la corretamente. Mas diferentemente dos demais tipos de diabetes, o diabetes gestacional pode aparecer temporariamente e desaparecer após o parto. Apesar disso, as mulheres que desenvolvem diabetes gestacional estão expostas a um risco maior de desenvolver mais tarde o DM2. 

O uso de insulina é comum no tratamento do diabetes e a quantidade administrada deve ser equilibrada com a ingestão de alimentos e atividades realizadas ao longo do dia. Os níveis de glicemia (glicose no sangue) devem ser verificados regularmente para avaliação do controle glicêmico.

 

Muitas vezes, as pessoas com diabetes e em uso de medicamentos orais ou injetáveis, como a insulina, podem apresentar hipoglicemia (nível baixo de glicose no sangue). É importante o controle glicêmico de forma adequada, já que um controle deficiente pode causar complicações agudas como hipoglicemias, hiperglicemias (nível alto de glicose no sangue) ou situações de hiperglicemia com cetoacidose. Neste caso, pode ser necessário um tratamento hospitalar.

 

Se o controle glicêmico for feito de forma inadequada durante um período prolongado, o diabetes pode levar a falência renal, problemas com a visão, com os vasos sanguíneos e sistema nervoso.

O tratamento do diabetes tem como objetivo o controle glicêmico.